A ausência paterna e seu impacto na construção dos vínculos afetivos

Pretendo analisar neste artigo, os possíveis impactos da “ausência” física e/ou afetiva da figura paterna na vida de filhos adultos e na aparente dificuldade apresentada por eles em estabelecer e manter vínculos afetivos e familiares, levando à desconstrução das dinâmicas e arranjos vinculares tradicionais, que vemos ocorrer com grande frequência na atualidade. Minha hipótese é de que essa ausência do referencial paterno, observada através do crescente número de casos de abandono total ou parcial envolvendo a figura parental masculina, tem se mostrado um fator gerador de filhos e filhas despreparados para as relações afetivas em geral.

Vale ressaltar que, como premissa psicológica, a ausência tanto física quanto afetiva do pai não deixa de alimentar um Complexo Paterno, pois a imagem arquetípica não perde sua força e sua influência na psique da criança e do adolescente. Ao contrário, muitas vezes, dá demonstrações de uma força magnética de atração e repulsão muito maior quando um Complexo é alimentado por afetos e imagens baseados na ausência, na falta, ou até mesmo, na insuficiência, isto é, quando não são acumulados a partir de uma vivência positiva, direta e concreta com o núcleo do Complexo, no caso, a figura do pai.

De acordo com dados publicados pelo site Observatório do Terceiro Setor, nos últimos 15 anos, o número de famílias chefiadas por mulheres cresceu 105%, chegando a 28,9 milhões, dados divulgados em março de 2019, mas que se referem ao ano de 2015[i]. Estão incluídos nesse número diversos tipos de arranjos familiares, como casal sem filhos ou com filhos; arranjo unipessoal, que é caracterizado por uma mulher que mora sozinha; e as chamadas mães solo ou “arranjo monoparental feminino”. O estudo também mostra que as famílias formadas por uma mãe solteira, separada ou viúva e seus filhos já representam 15,3% de todas as formações familiares. Outro dado que mostra como muitas mulheres têm assumido a responsabilidade de criar seus filhos sozinhas vem da cartilha “Pai presente” divulgada pelo Conselho Nacional de Justiça, que afirma que mais de 5,5 milhões de crianças brasileiras não possuem o nome do pai na certidão de nascimento, sendo que estes dados são de 2013[ii].

Como se reflete essa ausência da figura paterna na vida adulta dos filhos e filhas e nos relacionamentos afetivos que eles, por sua vez, tentarão estabelecer em suas vidas? Vou tentar apresentar aqui algumas investigações nesse sentido, isto é, sobre os possíveis impactos da ausência paterna para além da infância e adolescência.

Um estudo de Camila Ceron Damiani e Patrícia Manozzo Colossi intitulado A ausência física e afetiva do pai na percepção dos filhos adultos (DAMIANI e COLOSSI) envolveu uma pesquisa qualitativa e exploratória com quatro adultos, entre 25 a 40 anos, todos em processo de análise. O estudo aponta que o impacto do distanciamento da figura paterna, seja físico e/ou afetivo, reflete-se em sentimentos de autodesvalorização, abandono, solidão, insegurança, baixa autoestima e dificuldades de estabelecer relacionamentos, que começam a ser percebidos na infância e interferem no desenvolvimento do jovem chegando até a idade adulta.

As autoras citam outros vários estudos de Sganzerla & Levandowski, Benczik, Eizirik e Bergmann[iii], e todos afirmam que a ausência paterna tem potencial para gerar conflitos no desenvolvimento psicológico e cognitivo da criança e do adolescente, bem como influenciar o estabelecimento de transtornos de comportamento e de identidade. Uma das observações resultantes do estudo, e que as autoras enfatizam, é que “a ausência vivenciada na infância e adolescência não se dissipa na vida adulta” (DAMIANI e COLOSSI).

Devido à falta de espaço, não poderemos analisar aqui as muitas causas dessa “debandada” paterna nos arranjos familiares atuais, mas podemos sinalizar que é, aparentemente, um processo que vem se consolidando a partir dos primeiros sinais de crise ou, quem sabe, a partir dos primeiros sinais de saturação do sistema vigente patriarcal. Sem dúvida, o gênero masculino entrou em crise nos últimos decênios em relação ao seu papel, à sua identidade, ao seu lugar e importância em nossa sociedade. Uma possível causa sócio histórica, notadamente, a revolução dos costumes na década de 1960 e a revolução feminista, com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, poderia ser analisada mais profundamente em um futuro artigo. Afinal, essas mudanças nos papéis masculinos, podemos supor, estão diretamente ligadas às mudanças nos papéis femininos, pois ambos foram levados a assumir múltiplos lugares na sociedade e nos núcleos familiares.

De acordo com o “jurisdiquês”, o abandono afetivo se caracteriza quando um dos pais não cumpre seu dever de cuidado e criação dos filhos e, em decisão recente, na qual um pai foi condenado a indenizar a filha por abandono afetivo, os julgadores relataram que descendentes que não contaram com a presença física, emocional e financeira do genitor, os chamados “órfãos de pais vivos”, têm direito à mesma herança patrimonial decorrente da morte efetiva do pai, nesse caso. O cuidar afetivo teria, então, se tornado uma obrigação civil e sua indenização de ordem financeira uma possível reparação por uma perda real, a ausência física e afetiva sendo vista e vivida, talvez, como um luto. E concluem falando também de reparação por danos ao “direito da personalidade”. De acordo com o desembargador da 8ª Turma Cível do TJDFT, “Amar é uma possibilidade; cuidar é uma obrigação civil”, e completou: “A indenização fixada na sentença não é absurda, nem desarrazoada, nem desproporcional, tampouco é indevida, ilícita ou injusta. R$ 50 mil equivalem, no caso, a R$ 3,23 por dia e a R$ 3,23 por noite. Foram cerca de 7.749 dias e noites. Sim, quando o abandono é afetivo, a solidão dos dias não compreende a nostalgia das noites. Mesmo que nelas se possa sonhar, as noites podem ser piores do que os dias. Nelas, também há pesadelos”.[iv]

Quando a presença do Estado e das leis começa a se tornar frequente na vida cotidiana dos indivíduos e das famílias, é sinal de que algum costume, alguma tradição, alguma instituição já se corrompeu quase que por completo. A interferência maciça do Estado nos arranjos e desarranjos familiares, junto com seu aparato de bem-estar social e do seu equipamento jurídico, pode ser uma última tentativa de preservar o papel, aparentemente em risco atualmente, referente à figura do “pai”, e, na ausência absoluta do pai provedor, muitas vezes o Estado acaba assumindo essa função.

Já na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 em seu Art. 227, se estabelece que: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.[v] Acho que se retirássemos a palavra “família” e colocássemos a palavra “mãe” e/ou “avó” estaríamos mais próximos da realidade que observamos atualmente.

Os dados de 2010 do Cadastro Único do Ministério do Desenvolvimento Social – MDS – mostram que 92,5% dos responsáveis pela retirada de benefícios sociais, como bolsa-família, auxílio emergencial, dentre outros, são mulheres, sendo o maior número na região Sudeste (93,9%) e o menor na região Norte (90,9%).[vi]

Através de um trabalho Arteterapêutico desenvolvido junto a um grupo de adolescentes do sexo feminino no Rio de Janeiro, na ONG Anjos da Stellinha[vii], tive a oportunidade de estabelecer vínculos com algumas mães e seus filhos e filhas adolescentes. Na sua maioria, o que víamos eram arranjos familiares monoparentais femininos. Nas conversas com as voluntárias que trabalhavam mais diretamente com as mães, ao se levantar a questão de que, quase que exclusivamente, elas eram as responsáveis pela retirada dos benefícios sociais, a razão mais apresentada era a ausência do pai no seio familiar. Mas, quando presente, o pai não gozava da “confiança” dos outros membros da família para ser o responsável pelo recebimento do benefício, pois ele poderia gastar em bebida, jogo, “farra” com amigos ou simplesmente se negar a usar o dinheiro para cobrir as despesas básicas necessárias da família.

Desde quando a figura do pai protetor, provedor, confiável, forte e leal começou a se deteriorar tanto? Acrescentaria também outra questão: quando foi que a figura paterna, dentro da realidade da vida cotidiana brasileira, assumiu todos esses papéis? Uma hipótese seria que tais papéis se desenvolveram paralelamente ao surgimento do patriarcado e da família burguesa como construções sociais, sendo que, no caso do Brasil, veria seu nascimento mesmo na composição imposta pelo colonizador português, com a colônia e suas instituições de base sendo dominadas pelo grupo doméstico rural e o regime escravagista. A estratégia patriarcal consistia em uma política de população de um espaço territorial de grandes dimensões, com carência de povoadores e de mão-de-obra para gerar riquezas. A dominação se exerce com homens utilizando sua sexualidade e violência como recurso para aumentar a população escrava. A relação entre homens e mulheres ocorre pelo arbítrio masculino no uso do sexo.

Essa imagem de “patriarca”, que, apesar de enfraquecida, ainda observamos na sociedade atual, parece não ter assimilado completamente que a função de provedor, gerador de filhos, senhor de terras e de corpos femininos e masculinos, foi substituída e enfraquecida pelo Estado republicano e assistencialista (mas não observador e/ou vigilante) e pela revolução dos costumes sociais, religiosos, econômicos e familiares. As formações dos centros urbanos e as duas grandes guerras mundiais do século XX abriram espaço para uma presença maciça da mão-de-obra feminina no mercado de trabalho, que, junto com a revolução dos costumes iniciada nos anos 60, paralelamente ao movimento feminista, dá início a um forte questionamento e a uma maior consciência, por parte das mulheres, dessas estruturas patriarcais. No entanto, arranjos alternativos que pudessem redefinir o papel do pai/patriarca dentro do núcleo familiar e também no imaginário coletivo não foram propostos. Então, imagino que, hoje, a maioria dos homens e mulheres esteja se perguntando: “Afinal, qual é a função do “pai/patriarca” na sociedade atual?”

As violências, os feminicídios, os abandonos de lares, a identificação com demonstrações de força através do uso de armas e de mecanismos de subjugação, os assédios morais e abusos psicológicos e sexuais contra as mulheres são muito observados em famílias de um estrato social mais pobre da população, no entanto, cada vez mais, se fazem presentes também em famílias de classe média e alta, onde, anteriormente, o abandono preponderante talvez fosse o afetivo e as famílias optassem por permanecer, apesar de tudo e de todos, unidas no modelo pai-mãe-filho(s). Tais atos de violência, ao serem mais observados nas classes mais privilegiadas do país, talvez apontem, não apenas para as questões de desigualdade econômica e as resultantes desta, mas também para tentativas desesperadas de retomada de um poder e de reinvestimento num papel praticamente perdido e esvaziado. Um “último grito” do patriarcado na nossa sociedade pós-contemporânea.

Os arranjos familiares baseados na ausência paterna física e/ou afetiva podem ter crescido exponencialmente nos últimos anos, mas o Complexo Paterno sempre conteve em si esses dois aspectos, dentre outros, em oposição: a proteção e o abandono. Observamos que, em épocas passadas (e nem tão passadas) cabia ao pai iniciar o filho no mundo do trabalho, ensinando seu ofício, passando o bastão, digamos assim. Na modernidade, o poder se concentra na racionalidade e no campo científico, duas forças que vão, aos poucos, enfraquecendo o poder paterno no seio familiar. Na sociedade pós-contemporânea, o pai se vê diante de situações tão novas, que suas funções originais e experiências se tornam obsoletas. Esse declínio da sociedade tradicional coloca em xeque o ideal paterno e a identificação do homem com esse ideal. Não tendo um novo ideal paterno em vista, isto é, algo que não se confunda com assumir funções maternas, a autoimagem do pai se esvazia, perde força, e acaba ficando somente com o aspecto da paternidade representado por atos de abandono, repressão, autoritarismo e violência.

Acredito que, a este ponto, seria possível relacionarmos esses atos com aspectos sombrios da paternidade e do Complexo Paterno. No primeiro caso, da paternidade, através de uma identificação com a temática do puer, esse pai, diante da impossibilidade de criar um novo significado para o seu papel, ficaria regredido ou fixado na posição filial, agindo como se fosse mais um dos filhos de sua mulher e se vendo desobrigado de apoiar como parceiro nos cuidados com a prole. No segundo caso, do aspecto sombrio do Complexo Paterno, ao não se ver capaz de cuidar da prole, esse pai a ataca ou abandona, uma vez que as demandas dos filhos podem remetê-lo a algo que lhe falta ou que não consegue acessar em si mesmo, tampouco oferecer à prole. Sendo remetido a algo que lhe falta, frustrado em sua capacidade de amar, prover e cuidar, o homem ficaria ameaçado em sua imagem viril que foi proposta pela cultura patriarcal, mas que não oferece a ele bases para atuá-la.

A ausência paterna física e/ou afetiva deixa fortes vestígios nas psiques adultas (masculina e feminina) na forma de uma identidade indefinida e irreal que se reflete na busca incessante de espelhamento do eu em papéis ora esvaziados. Numa época de fluidez absoluta, testemunhamos a queda do pai simbólico que deixa de ser um modelo e uma referência para o(a) filho(a). Frente a essa condição de desamparo, os filhos buscam algo de soberano e supra-humano que possa protegê-los dessa condição de abandono. Na ausência desse poder soberano paterno, esses indivíduos fragilizados emocionalmente acabam projetando suas lacunas emocionais não apenas em figuras de poder, mesmo que violentas e destrutivas, mas também em relações impossíveis que não toleram a imperfeição do real, a frustração, um segundo “não”, qualquer emoção que traga à tona a ferida do abandono vivida em suas relações pessoais com a figura paterna. Sem perceber, ao tentarem evitar a qualquer custo esse sofrimento, repetem os mecanismos que estão por trás dessa dor, exatamente lá, em suas engrenagens, e geram filhos que acabarão sendo abandonados. Gerar biologicamente não pode ser confundido com a paternagem. Possivelmente, ao permanecerem identificados ao puer, tais homens nunca deixam de ser psicologicamente meninos/filhos, identificados aos próprios filhos, mantendo esse ciclo eternamente retroalimentado.

Apesar do quadro de abandono devastador que observamos, alguns pais do nosso tempo estão começando a exercitar, a experimentar outros papéis dentro dos arranjos familiares, apostando no afeto e no cuidado como base da relação com os filhos(as) e reinventando suas funções, ainda que, muitas vezes, contrariem modelos internalizados tanto por eles quanto pelas suas companheiras! Esses “novos” pais também demandam “novas” mães, mulheres que permitam essa ressignificação do papel masculino na nossa sociedade, sem que elas mesmas desvalorizem funções que foram e ainda são, quase que exclusivamente, assumidas por elas.

Assim como as mães assumiram tantos outros papéis nos últimos anos, os pais devem ampliar seus leques de ação nos arranjos familiares. Mas como isso é possível, se os pais não sabem o que fazer, não sabem qual o seu papel, quando não estão sendo mais demandadas as funções tradicionais, que, aliás, os mantinham distantes emocionalmente dos seus filhos do mesmo modo? O pai provedor e “protetor” também encontrava modos e desculpas infinitas para não se envolver “emocionalmente” com seus filhos, principalmente filhas. Esse pai experimentava seu próprio vazio emocional, então como poderia ensinar aos filhos como viver os acontecimentos da vida emocional e prática? As gerações mais contemporâneas, a partir dos milennials, embora muito bem preparadas em termos de estudos formais, o que indica que os pais investiram financeiramente em sua formação, se mostram extremamente inseguras para colocarem-se no mundo do trabalho e dos relacionamentos. Como se não tivessem sido iniciadas pelo pai, uma vez que este é o que conduz culturalmente o filho de casa para o mundo social.

Talvez seja justamente dentro dessa ideia da ampliação e observação das possibilidades de novos papéis e funções dentro dos arranjos familiares, que estariam algumas das contribuições das configurações parentais contemporâneas formadas por casais homoafetivos. Dentro dessas novas formações, é possível verificar uma liberdade na permuta de papéis e funções, dando uma oportunidade de analisar o impacto que essas novas dinâmicas poderão ter nas futuras gerações.

Os arranjos familiares homoafetivos, mesmo assustando tanto a sociedade conservadora, que ainda permanece constituída parcialmente em nosso tempo, estão crescendo em número, e acredito que um estudo mais aprofundado do desenvolvimento psicológico dos filhos desses casais talvez nos mostre que papéis e funções tão definidos e esperados, mas muitas vezes ausentes e insuficientes, fazem parte da construção de uma narrativa sócio-cultural que nos é, muitas vezes, imposta e que nos impede de vislumbrar novos caminhos de formação e desenvolvimento psíquicos para o indivíduo.


Isa Carvalho – Membro Analista em Formação pelo IJEP

 

Referências Bibliográficas

VON FRANZ, M.L.

Conversa com Fraser Boa – O Caminho dos Sonhos, São Paulo – Cultrix, 1992.

DAMIANI, C. C.e COLOSSI, P. M.

Artigo: A ausência física e afetiva do pai na percepção dos filhos adultos

Acessado em 18.12.20: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-494X2015000200008

[i] https://observatorio3setor.org.br/carrossel/289-milhoes-de-familias-no-brasil-sao-chefiadas-por-mulheres/

[ii] https://ibdfam.org.br/noticias/7024/Paternidade+respons%C3%A1vel:+mais+de+5,5+milh%C3%B5es+de+crian%C3%A7as+brasileiras+n%C3%A3o+t%C3%AAm+o+nome+do+pai+na+certid%C3%A3o+de+nascimento

[iii] http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-494X2015000200008

[iv] https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/noticias/2019/maio/filha-sera-indenizada-por-abandono-afetivo-do-pai#:~:text=%E2%80%9CMas%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20s%C3%B3%20de,uma%20obriga%C3%A7%C3%A3o%20civil%E2%80%9D%2C%20enfatizou.&text=Negligenciar%20esse%20cuidado%20gera%20dano%20ao%20direito%20da%20personalidade%20do%20descendente.

[v] https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/con1988_06.06.2017/art_227_.asp#:~:text=227%20%C3%89%20dever%20da%20fam%C3%ADlia,al%C3%A9m%20de%20coloc%C3%A1%2Dlos%20a

[vi] https://www.aefbrasil.org.br/index.php/programas-e-projetos/programa-de-educacao-financeira-de-adultos/omulheres-beneficiarias-do-programa-bolsa-familia/

[vii] https://grupoanjosdatiastellinha.org.br/

Lista de comentários

  • carol 26 / 05 / 2021 Resosta

    Excelente artigo!

  • Bom dia Dra Isa!

    Maravilhoso seu texto e abordagem sobre o assunto. A decadência do modelo atual de Família, sofre influencias multifatoriais. Até porque exercemos diversas funçoes e papeis na Sociedade.

    Acredito que a ausência da Paternidade é umas das mais influentes. Porém, somos resultados de muitos fatores. Mães que não queriam ser mães e fazem por pressão Sociedade, Estado omisso com educação e saúde, Cultura do descarte pra tudo, …… Enfim, Viver à dois, em uma relação duradoura, é desafiador e engrandecedor. Mesmo em casais homo afetivos, mesmo dentro da Familia ( Pai com filho, Mae com filho, Avô com neto,..)

    Por fim, esse Papel Masculino Patriarcal realmente esta em crise há muito tempo. Não se sustenta mais. E nós, Homens, estamos tentando descobrir como fazer nesse novo Papel.

    Parabéns mais uma vez pela abordagem!!! Show!!!

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