PEDAÇO DE MIM: ESCREVENDO DE DENTRO DO LUTO

Resumo

1. Introdução: Escrever de dentro do luto

2 Quando a morte interrompe o mundo concreto, mas não a relação

3 “Pedaço de mim”: a geografia corporal da saudade

4 A saudade como “Revés de um parto”

Não se trata de dizer que o morto simplesmente passa a viver “dentro” do enlutado, como fórmula consoladora. A interiorização é dolorosa, descontínua e nunca substitui a presença concreta. Algo precisa nascer dentro porque morreu fora, mas esse nascimento psíquico não cancela a morte. Ele acontece justamente porque a perda é irreversível.

A metáfora do parto também introduz a temporalidade. Nenhum parto é instantaneamente assimilado; ele altera corpos, relações e identidades. O luto igualmente reorganiza o mundo. A pergunta deixa de ser apenas “como viver sem essa pessoa?” e pode tornar-se “que forma essa relação assumirá agora que o corpo não está mais aqui?”.

5 Jung, a morte e os limites do conhecimento

6 Quando a memória começa a apresentar a vida

7 O Objeto e a presença: uma pequena tartaruga

8 Hillmann: não curar a alma de sua tristeza

9 A arte como recipiente para aquilo que não cabe em palavras

10 Entre o corpo que morre e a imagem que permanece

11 O luto como transformação do vínculo

12 A morte e o mistério

13 Saudade: aquilo que não queremos curar completamente

14 Da ausência à criação: sem apressas a transformação

15 Considerações finais: o que fica de um pedaço de mim

REFERÊNCIAS