Esclarecimentos sobre os cursos de Pós-Graduação em Psicotraumatologia e Processo Criativo e Facilitação de Grupos

29/04/2019

 

Esclarecimento sobre o curso de Especialização em Psicotraumatologia

 

Psicotraumatologia é o estudo do trauma psíquico, mais especificamente dos fatores e processos que antecedem, compõem e sucedem a traumatização psicológica. Desta maneira, entendemos que o trauma psicológico vai além do estudo do TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático), e engloba outros fenômenos psíquicos e comportamentais, assim como que o campo de estudo, prevenção e reparação do trauma se estende para além do consultório terapêutico e para além do modelo de atendimentos individuais.
Nosso modelo tem aplicações muito abrangentes para fisioterapeutas, terapeutas corporais, médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, dentistas, terapeutas ocupacionais, professores, educadores físicos, fonoaudiólogos, nutricionistas, dentre outros, oferecendo ferramentas significativas para:

 

  • identificar o sofrimento humano decorrente do estresse traumático, e endereçar ajuda precoce, evitando cadeias importantes de comprometimento

  • educacional, laboral, relacional;

  • promover processos psicoeducativos individuais e coletivos (para indivíduos de distintas idades e em distintos contextos profissionais) visando a prevenção de sintomas decorrentes do estresse traumático;

  • propiciar a resolução de traumas e intensificar a integração humana.

 

Nosso curso de Psicotraumatologia é uma pós-graduação que titula e forma especialistas capacitados para trabalhar com pessoas a nível individual e grupal, cujo certificado final é reconhecido pelo MEC. Com essa titulação a/o aluna/o terá o direito de atuar em qualquer lugar do país, de acordo com a CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) no Ministério do Trabalho - Portaria nº 397/TEM de 09/10/2002, sob o nº 2515.50 que regulamenta as profissões dos psicanalistas, analistas, terapeutas e psicoterapeutas,
amparada pelo Decreto nº 2.208 de 17/04/1997, que estabelece Diretrizes e Bases da Educação Nacional e pela Constituição Federal nos artigos 5º incisos II e XIII, além de incrementar sua própria área de atuação com o aporte de conhecimentos do curso.

 

Os alunos são instados a produzirem um trabalho monográfico de conclusão de curso que dialoguem com suas experiências profissionais em curso, ou com a visão de futuro que descortina para si mesmo ao longo da jornada transformadora que representa essa pós-graduação. Neste trabalho que combina investigação prática, auto exploração e intervenções educativas e terapêuticas, as/os alunas/os exercem e refletem sobre o compromisso - consciente e consequente - das suas profissões tanto no nível pessoal quanto social, assim como são convidadas/os a lidar com as questões éticas e implicativas dos seus conhecimentos.


O decreto 5.154/2004 prevê o desenvolvimento da educação profissional através de cursos e programas, em três planos: formação inicial e continuada de trabalhadores - inclusive integrada com a educação de jovens e adultos; educação profissional de nível médio; e educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação, reconhecendo que os cursos de especializações LATO-SENSU têm validade nacional e capacidade profissionalizante pela Resolução nº 1, de 08/06/2007-MEC. Com isso, quando a/o aluna/o se associar à pós-graduação, ela/e garante uma base teórica, prática, e respaldo legal para seu exercício na atividade de terapeuta. O IJBA (Instituto Junguiano da Bahia), forma especialistas há mais de 20 anos, sem necessidade de estar vinculado a conselhos advindos de associações civis.

 

Desejamos que cada aluna/o saia transformada/o e muito nutrida/o, com disponibilidade para despertar o encontro analítico, curativo nas mais variadas profissões e atividades interpessoais, com o propósito de despertar o melhor do outro e de si.


Para nós é muito gratificante, ao final de cada curso, receber depoimentos do quanto essa jornada conjunta foi transformadora e fez a diferença positiva e virtuosa na vida de muitos alunos. 


Esclarecimento sobre o curso de Processo Criativo e Facilitação de Grupos


Nosso curso de processo criativo é uma pós-graduação que titula e forma especialistas (terapeutas ou analistas junguianos), enfatizando-se a capacitação para se trabalhar com pessoas, a nível individual e grupal, cujo certificado final é reconhecido pelo MEC. Com essa titulação o aluno terá o direito de clinicar como terapeuta em qualquer lugar do país, de acordo com a CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) no Ministério do Trabalho - Portaria nº 397/TEM de 09/10/2002, sob o nº 2515.50 que regulamenta as profissões dos psicanalistas, analistas, terapeutas e psicoterapeutas, amparada pelo Decreto nº 2.208 de 17/04/1997, que estabelece Diretrizes e Bases da Educação Nacional e pela Constituição Federal nos artigos 5º incisos II e XIII. Além disso, o decreto 5.154/2004 prevê o desenvolvimento da educação profissional através de cursos e programas, em três planos: formação inicial e continuada de trabalhadores - inclusive integrada com a
educação de jovens e adultos; educação profissional de nível médio; e educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação, reconhecendo que os cursos de especializações LATO-SENSU têm validade nacional e capacidade profissionalizante pela Resolução nº 1, de 08/06/2007- MEC. Com isso, quando o aluno associar a pós-graduação, que garante a base teórica, com a formação, que aprofunda a prática, ele terá mais segurança a e respaldo legal para sua ocupação de Terapeuta Analista junguiano, principalmente se estiver filiado a uma instituição como o IJBA, que é um instituto que forma especialistas, sem necessidade de estar vinculado a algum
conselho advindo de associações civis.


O trabalho para ajudar o homem em seu crescimento pessoal e realização do seu ser, requer a capacidade em desenvolver um Processo Criativo capaz de trabalhar um grupo ou um indivíduo. Em cada indivíduo também existe um grupo, é o grupo que compõe sua família e o mundo em sua volta.


Nossa pretensão em desenvolver esse curso visa treinar o especialista a “desocupar-se”, uma metáfora espacial, e refere-se a um espaço que se encontra vazio. Essa presença desocupada é fundamental ao atendimento do seu cliente grupo ou indivíduo, colocar-se à disposição do contexto de quem é atendido. Esse é o desafio do contato de quem se especializa nesse curso, para que o formando possa “deixar-se impressionar”, permitir que os fenômenos se apresentem, abrindo a percepção e a consciência dos mesmos para que as impressões, as sensações e os sentimentos venham, gradualmente à superfície ou imponham-se o mais emocionalmente quanto possível, é claro, e trabalhem com o que Jung chama de fenomenologia coletiva.


Para nascer de novo (morrer e renascer), ou seja, para individuar-se é preciso ¨voltar para o ventre materno¨: metáfora do inconsciente coletivo que de alguma maneira contém o indivíduo ou os indivíduos. Só assim podemos pensar passagens e travessias profundas onde a metáfora de morrer e renascer tem algum sentido. É preciso ¨voltar¨ para o registro a partir do qual sofremos nossa primeira individuação, o registro de onde emergimos.


Desejamos que cada aluno saia transformado e muito nutrido e com disponibilidade para despertar o encontro analítico, nas mais variadas profissões e atividades interpessoais, com o propósito de despertar o melhor do outro. Esta frase de Jung respalda isso que acabei de escrever: "Nós precisamos entender melhor a natureza humana, porque o único perigo real que realmente existe é o próprio homem".


Para nós é muito gratificante, ao final de cada curso, receber depoimentos do quanto que essa jornada foi transformadora e fez a diferença, positiva e virtuosamente, na vida de muitos alunos. Mas, obviamente, como nosso objeto de estudo, pesquisa e ensino é a psique, antes de tudo devemos compreender, pacientemente, que somos nós o objeto de análise. Ou seja, ficamos expostos, mas só assim poderemos estimular e conduzir o outro a se expor. Por isso, a análise e a supervisão do aluno são preponderantes.


Ressalto que o curso de formação em Processo Criativo titula e forma especialistas e não é um curso de psicologia ou de qualquer outra graduação. Ou seja, nossos alunos já são formados em algum curso superior e, por isso mesmo, tiveram que aprender e refletir a respeito do compromisso, consciente e consequente, das suas profissões, tanto no nível pessoal quanto social, da mesma forma que tiveram que lidar com as questões éticas e implicativas dos seus conhecimentos para, no final, produzir um trabalho monográfico de conclusão de curso. Nos alunos que descobrem o chamado para serem
terapeutas, o curso, os títulos, e todo empenho, não são suficientes. Quem irá determinar é o Self e, se essa decisão for legítima, obviamente, o universo irá conspirar a favor. Caso, contrário, nada acontece, como vemos, na prática, milhares de profissionais, com muitos títulos, batendo cabeça desesperadamente em busca de clientes.


O crescimento criativo de trabalhar com o indivíduo não é esclarecer o que o paciente “tem” e como sua “doença” deve ser tratada. O poder esclarecedor de submeter o outro a uma classificação de doença é também um perigo de submeter o humano a pontos de vista inflexíveis. Não utilizamos desse olhar pobre de uma presença impessoal orientado pelos manuais da psicopatologia que vê o homem reduzido a uma categoria de doença.


Aliás, outra questão é a nomenclatura paciente. Desde quando fundamos o Curso de Processo Criativo, sempre incentivamos os profissionais usarem o termo cliente, pois é uma relação mútua, que envolve um contrato ético e financeiro, onde ambos devem ser ativos e conscientes desse processo intersubjetivo, que leva à intimidade em busca de profundidade, com sigilo e proteção segura de privacidade. Por isso, a meu ver, nenhum órgão de classe pode interferir neste contrato. Estes, muitas vezes, acabam cerceando a
criatividade e a descoberta de novos caminhos e técnicas. Além disso, no que tange a terapia junguiana é uma atividade praticada por outros profissionais, porque a psicanálise, a análise, as terapias do diálogo e do autoconhecimento, o aconselhamento, incluindo o coaching, que é uma espécie de terapia voltada à realização profissional, e a hipnose, entre outras abordagens, podem e são praticadas por muitos profissionais que não são psicólogos e aí, nestes casos, possuem total liberdade para atuarem, ousarem, criarem e descobrirem novas praticas.


A título de ampliação informamos que no Brasil a psicologia foi regulamentada como profissão em 1962 e em 1964, com a instalação do regime repressivo do golpe militar, sua base fundante e currículo do curso foram totalmente conspurcados e, infelizmente, até o momento ainda não retomou suas origens primordiais que é preponderantemente a filosofia, seguida da antropologia, sociologia, ciências das religiões, história geopolítica
e da arte. Sem esses conhecimentos é praticamente impossível compreender a essência da alma ou psique, com sua angústia em busca de sentido e significado existencial, em meio a todo materialismo e reducionismo científico da contemporaneidade!

 

Então, resumidamente, queremos deixar claro que um verdadeiro terapeuta junguiano, antes de tudo, tem que passar pelo processo do autoconhecimento e adquirir muito conhecimento filosófico, antropológico, cultural, artístico e religioso para posteriormente e acima de tudo, como disse Jung: "Depois de conhecer todas as teorias, dominar todas as técnicas, ao tocar uma alma humana, ser apenas outra alma humana".


Finalizamos citando um parágrafo escrito pelo Dr. Léon Bonaventure, que está no prólogo do livro "Psiquiatria Junguiana" do Dr. Fierz, escrito em 1996: "Para exercer este trabalho não se requeria necessariamente que fosse médico, nem psicólogo com formação universitária, pois o conhecimento de si se adquire em primeiro lugar na experiência da vida, confrontando-se com a própria dialética interior de cada um e na relação com os outros. Normalmente um analista experimentado é aquele que adquiriu uma verdadeira ciência da alma através da relação com seu próprio mundo interior. É lá que ele conhece na vida e na verdade o que é alma. Com esta perspectiva se explica porque o Dr. Fierz formou muitos terapeutas, não só médicos e psicólogos, mas também outros profissionais de formação universitária como, por exemplo, pastores de diversas igrejas. O que ele exigia não eram diplomas, pois o hábito não faz o monge, mas cultura, dedicação e certas predisposições naturais que chamaríamos de dons inatos, qualidades humanas, inclusive éticas e, sobretudo, um sentido da alma, do símbolo e da individuação". 

Salvador, 22 de abril de 2019

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